Vários são os
fatores que contribuem para o ensino e aprendizado das crianças. Um desses
fatores é o espaço escolar. Optamos por dissertar sobre sua importância,
adequação, contribuição.
Partindo do
pressuposto que, o espaço físico é, para o ser humano, um espaço apropriado, disposto
e habitado. Ele é uma construção social. Assim sendo, o espaço escolar é um
símbolo, disposto e habitado por docentes e discentes, que comunica e educa,
além de ser apropriado para uma determinada época. O espaço escolar enquanto
território condiciona e explica as relações com os espaços que estão ao seu
redor. Através da sua arquitetura podemos ler e interpretar a história da
educação.
O espaço escolar
expressa e reflete determinados discursos, além de representar um elemento
significativo do currículo, uma fonte de experiência e aprendizagem. Quando
crianças, internalizamos as primeiras percepções do espaço, desenvolvemos
nossos esquemas corporais e acomodamos nossos biorritmos aos padrões
estabelecidos pelas organizações próprias do tempo escolar. Ao recordarmos
nossas experiências escolares, podemos perceber que os espaços e os tempos não
são estruturas neutras, mas sim, construções sociais que aprendemos e que
condicionam as significações e os modos de educação.
O conceito de
cultura escolar aparece sempre relacionado com um espaço. A instituição escolar
ocupa um espaço que se torna, por isso, lugar. Um lugar específico, com
características determinadas, aonde se vai, onde se permanece certas horas de
certos dias e, de onde se vem. Assim:
Um
dos elementos - chave na configuração da cultura escolar de uma determinada
instituição educativa, juntamente com a distribuição e os usos do tempo, os
discursos e as tecnologias da conversação e comunicação nela utilizados, é a
distribuição e os usos do espaço, ou seja, a dupla configuração deste último
como lugar e como território.
(...)
a instituição escolar ocupa um espaço que se torna, por isso, lugar. Um lugar
específico, com características determinadas, aonde se vai, onde se permanece
umas certas horas de certos dias, e de onde se vem. Ao mesmo tempo, essa
ocupação de espaço e sua conversão em lugar escolar leva consigo sua vivência
como território por aqueles que com ele se relacionam. Desse modo é que surge,
a partir de uma noção objetiva – a
de espaço – lugar – uma noção subjetiva, uma vivência individual ou grupal, a
de espaço – território. (VIÑAO, 2005, p. 17)
Considerando que
o espaço escolar educa, o ambiente físico, bem como a disposição dos materiais
escolares e acomodação dos alunos são partes integrantes desse espaço e devem
corresponder as expectativas para o ensino.
A análise aqui realizada considera o espaço
como lugar e o tempo como um símbolo social resultante de um longo
processo de aprendizagem humana. Conforme Vinhão Frago (1998), o que
qualifica o espaço físico e o constitui como lugar é a sua ocupação, sua
utilização.
A
ocupação do espaço, sua utilização, supõe sua constituição como lugar. O “salto
qualitativo” que leva do espaço ao lugar é, pois, uma construção. O espaço se projeta
ou se imagina; o lugar se constrói. Constrói-se “a partir do fluir da vida” e a
partir do espaço como suporte; o espaço, portanto, está sempre disponível e
disposto para converter-se em lugar, para ser construído. (VIÑAO FRAGO, 1998,
p.61)
O tema se
apresenta relevante para educação na medida em que é necessário que as escolas
conheçam os espaços escolares adequados para as crianças e criem esses espaços
em seu interior.
Mayumi de Souza
Lima (1989; 1994; 1995) defende a importância da qualidade do espaço na
educação das crianças, no sentido de proporcionar um espaço que, ao invés de confinar
a infância no interior da escola, proporcione as condições mais favoráveis para
o processo de desenvolvimento da criança. Partindo de reflexões sobre o desaparecimento,
nos centros urbanos de espaços públicos de aprendizado coletivo onde antes as
crianças podiam circular e brincar, esta arquiteta defende que, na realidade
brasileira o espaço escolar tem se tornado um candidato potencial a ocupar o
lugar de convívio e produção de cultura entre as crianças.
Do ponto de
vista social, a importância do tema reside na necessidade de formamos crianças
capazes de adquirir e transmitir conhecimentos, para que, automaticamente,
possamos formar uma sociedade mais culta que a cada dia aprimorará os saberes e
a história da educação.
Já
do ponto de vista econômico, o tema proposto tende a contribuir para economia
nacional, ao passo que, se damos melhores condições de apreensão e compreensão do
conhecimento, formaremos profissionais e pesquisadores competentes e
habilitados para exercerem as mais diversas profissões, contribuindo para
economia nacional
Surreila, minha queridaParabéns!!!
ResponderExcluirO blog tá lindo e sua reflexão nem se fala. Tô vendo que o TCC está fluindo! rsrsr
Amei esse tema que escolheu, sobre os espaços e como eles nos "com-formam" ou "des-formam". E legal essa ideia da Cidade Educadora, de apropriação do território, de perceber que há espaços no nosso entorno que são potencialmente educativos. Você teria adorado fazer o curso de extensão do grupo TEIA. Se quiser e precisar posso disponibilizar o material pra você. Abração e até dia 7!